Janeiro, a gente sabe, é aquele sal: dá-lhe IPTU, IPVA, matrículas, inscrições e o caramba. Todo mundo se ferra. Quer dizer, quase todo mundo. Tenho certeza que autores de livros pedagógicos tiram a barriga da miséria nessa época. Cacete, 70, 90 paus por um livro? É minha culpa se eles não vendem mais nada o resto do ano? E nem concorrência eles têm, já que os colégios adotam um e somente um. Ainda se a gente pudesse escolher entre dois ou três, o mercado se regulava. Pensando melhor, acho até que os autores-pedagogos nem devem ter tanto lucro assim. Só o que ele devem gastar com polpudas cestas de natal pros diretores e responsáveis nas escolas já deve dar uma despesinha...
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Negocião da China: Livro pedagógico.
Janeiro, a gente sabe, é aquele sal: dá-lhe IPTU, IPVA, matrículas, inscrições e o caramba. Todo mundo se ferra. Quer dizer, quase todo mundo. Tenho certeza que autores de livros pedagógicos tiram a barriga da miséria nessa época. Cacete, 70, 90 paus por um livro? É minha culpa se eles não vendem mais nada o resto do ano? E nem concorrência eles têm, já que os colégios adotam um e somente um. Ainda se a gente pudesse escolher entre dois ou três, o mercado se regulava. Pensando melhor, acho até que os autores-pedagogos nem devem ter tanto lucro assim. Só o que ele devem gastar com polpudas cestas de natal pros diretores e responsáveis nas escolas já deve dar uma despesinha...
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
O que eu fui fazer em Goiânia
Comercial da Irmão Soares, ora!
Abraaaaaaaço pro pessoal do Centro-Oeste!
Mente vazia, oficina do capeta. Oh, yeah!
E quer coisa melhor que deixar os neurônios se conectarem das formas mais lisérgicas possíveis?
Chame de ócio criativo, de contemplação, zen-budismo, whatever.
O fato é que eu preciso ter espaço livre no meu HD pra rodar uns softwares de onde saem as melhores coisas da minha produção.
Seja o que for.
É preguiça?
Motivo "n+1" para não escrever in a regular basis: Uma Dorivalesca Caymmica preguiça.
Não nego, eu a tenho. Mas quem não tem? Poderia muito bem culpar o sistema, o capitalismo, alguns patrões, o cacete a quatro. Mas prefiro não culpar ninguém - até pra não dar Ibope pra essa gentinha. O fato é que, por mais pan-helenico e hedonista que me julguem, eu tenho um lado luterano em eterno conflito com o bon vivant que eu gostaria de ser. Quem me conhece sabe que quando eu me proponho a fazer algo, eu faço. Mas depois eu quero NÃO fazer algo. Aliás, isso sempre me atrapalhou no mundo porcorativo. Eu cumpria minha tarefa rápida e eficientemente pra poder ficar mais tempo admirando a tinta secar no prédio em frente. Resultado: ou me davam tarefas de outros - lesmas profissionais - ou me achavam vagabundo. Tive que evoluir pro modelo profissional de enrolação e, ao invés de descascar 4 ou 5 pepinos por dia, me contentava em escaldar uma cebolinha por jornada. Tempos difíceis.
Resumindo, não acho que preguiça seja a causa-mor. Só contribui um pouco.
Não nego, eu a tenho. Mas quem não tem? Poderia muito bem culpar o sistema, o capitalismo, alguns patrões, o cacete a quatro. Mas prefiro não culpar ninguém - até pra não dar Ibope pra essa gentinha. O fato é que, por mais pan-helenico e hedonista que me julguem, eu tenho um lado luterano em eterno conflito com o bon vivant que eu gostaria de ser. Quem me conhece sabe que quando eu me proponho a fazer algo, eu faço. Mas depois eu quero NÃO fazer algo. Aliás, isso sempre me atrapalhou no mundo porcorativo. Eu cumpria minha tarefa rápida e eficientemente pra poder ficar mais tempo admirando a tinta secar no prédio em frente. Resultado: ou me davam tarefas de outros - lesmas profissionais - ou me achavam vagabundo. Tive que evoluir pro modelo profissional de enrolação e, ao invés de descascar 4 ou 5 pepinos por dia, me contentava em escaldar uma cebolinha por jornada. Tempos difíceis.
Resumindo, não acho que preguiça seja a causa-mor. Só contribui um pouco.
É trauma?
Estava cá eu pensando nos "n" motivos pra eu ser tão resistente não ao escrever em si, mas ao hábito de fazê-lo regularmente. Um deles, sem dúvida, é que quando um negócio vira trabalho, babau diversão. E como eu já tive um ofício na base da caneta - sim, eu era/sou redator publicitário ( já falei que isso é mais ou menos como ser mordido por lobisomem, não dá pra simplesmente falar que não vou virar mais bicho...) - me dá um certo arrepio pensar que talvez eu deva viver só disso. Mesmo que eu escrevesse só peças de teatro alternativas. Mesmo que eu escrevesse só esquetes de humor. Mesmo que eu escrevesse só blogs sem nenhuma pretensão.
Ou seja, no fundo eu gosto de escrever - e gosto mesmo - e não quero que esse prazer vire mais uma obrigação.
É. Pode ser trauma.
Ou seja, no fundo eu gosto de escrever - e gosto mesmo - e não quero que esse prazer vire mais uma obrigação.
É. Pode ser trauma.
O cachorro me sorriu latindo
Eita!
Pra quem não reparou, a data da última postagem é 30 de outubro. Acho que é um recorde de não-post. É, meu povo, escrever é uma disciplina. E eu não sou dos caras mais disciplinados que conheço. Trauma, teimosia, preguiça, sei lá, vamos debater esses tópicos aqui, quem sabe.
Mas o fato é que, como o Rei Roberto já dizia, eu voltei.
Ah, e o cachorro na verdade é uma gata, que não deu sequer um sorrisinho pra mim.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
O código da toalha
"Qual é a minha toalha?" é uma pergunta que, desde tempos imemoriais, acompanha a maioria dos homens que compartilham banheiros com irmãos, colegas de república e esposas. Simplesmente porque no meu entender não vale a pena gastar espaço no HD com uma informação que pode facilmente ser obtida com um grito. Mas note que o grito só serve para a opção "esposa", mesmo que a resposta seja tão evasiva como " é a fúcsia com debrun na borda". No caso de irmãos, melhor determinar um código básico e imutável de estampas que deve ser respeitado a ferro, fogo e represálias. Um bom exemplo é a frase " Caralho, já falei um bilhão de vezes que minha toalha é a do homem de ferro e se alguém pegar eu dou porrada, seus retardados de merda!" No caso de colegas de república, melhor conservar a toalha à sua vista, ou ela vai virar tapete, papel higiênico, ou sedinha.
Claro que eu também nunca sei qual é minha toalha, e por isso estabelecemos um código aqui em casa: eu fico com as toalhas de cores masculinas e a Paula com as femininas. Ótimo, se todo meu enxoval fosse rosa e azul. Mas me digam, que toalha eu pego quando saio de banho e encontro uma lavanda e outra salmon? O salmon é meio rosa, mas é mais escuro que a lavanda, que á azulada mas é mais clarinha. Ou se encontro uma amarelinha e outra bege com uns desenhinhos? Ou uma entre vinho e rosa e outra verdolenga com uma barra estampada com florzinhas?
Enfim, o tal código não vale nada e eu continuo gritando "Benhê, qual é minha toalha?". Ou simplesmente pegando qualquer uma.
Claro que eu também nunca sei qual é minha toalha, e por isso estabelecemos um código aqui em casa: eu fico com as toalhas de cores masculinas e a Paula com as femininas. Ótimo, se todo meu enxoval fosse rosa e azul. Mas me digam, que toalha eu pego quando saio de banho e encontro uma lavanda e outra salmon? O salmon é meio rosa, mas é mais escuro que a lavanda, que á azulada mas é mais clarinha. Ou se encontro uma amarelinha e outra bege com uns desenhinhos? Ou uma entre vinho e rosa e outra verdolenga com uma barra estampada com florzinhas?
Enfim, o tal código não vale nada e eu continuo gritando "Benhê, qual é minha toalha?". Ou simplesmente pegando qualquer uma.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Nervosildo.
Para quem não conhece, esta encarcerada criatura de elegante nariz afilado é um quati. Ele habita, creio que originalmente contra a vontade, um mini zoo. Enquanto eu o visitava, o odorizado animal se aproximou da grade, me encarou, me cheirou, viu que eu não trazia nada que lhe apetecesse o paladar e por fim sentou-se de costas para mim, encostado na tela. Começou a lamber o pé. Cutuquei as costas dele, levantando uma certa nuvem de poeira. Nenhuma reação. Repeti. Nada. Ele continuava tirando queijinho da frieira. Aí resolvi colocar o dedo no cucuruto do quati, bem no alto da cabecinha. Foi batata. Nunca vi um bicho ficar tão puto! Ele virou num pulo só, enfiou a boca e as patas pra fora da grade tentando me pegar de qualquer jeito. E não teve conversa, enquanto eu estava por perto, ele tentou me catar. Eu, hein... Se a mulher dele reagir assim a um cafuné essa espécie vai se extinguir logo, logo. Imagina se eu tivesse dado um "pedala quati!" no bichinho.
Sei lá, vai ver que passar a mão na cabeça, em língua de quati quer dizer "aê, paiaço!".
Pensano bem agora, tenho quase certeza de que enquanto eu me afastava ele gritava "Paiaço não! Paiaço não!"
Xaréu
Eu queria pintar um peixe. Descobri um chamado Xaréu, grandão, que tem mais ou menos 1, 20m e chega a pesar uns 60 kg, e com um formato interessante, bem, digamos, piscoso. Foi nele que me inspirei pra fazer esse quadro. Até que o formato está bem parecido. As cores, obviamente, não têm nada a ver. Mesmo assim, o nome do quadro é "Xaréu". E apesar da Paula (minha ferocíssima crítica) ter detestado o azul da barriga e dito que "tem cara de praia", eu gostei do resultado geral.
Vamos ver qual será minha próxima vontade. A não ser que alguém tenha uma sugestão... alguém?
Esse Facebook é uma praga.
Não, não é que eu não goste dele. Eu gosto. E essa peste consome um tempo-computador miserável! Quando você acaba de comentar, curtir, ver fotos, joguinhos e o cacete , o saco já está na Lua e os olhos ardendo de olhar pro monitor. E aí o querido bloguinho fica esquecido, desatualizado, deprimido... Facebook mau, muito mau!
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